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Projeto "Saltimbanco"

O projeto "Saltimbanco" propõe-se a recuperar histórias, lendas, “lengas-lengas”, teatros (autos) e tradições de valor patrimonial e cultural para a comunidade de Guimarães e, a partir destes, construir com os cidadãos objetos/ espetáculos artísticos, a serem divulgados e apresentados em diferentes espaços/palcos, incluindo as escolas dos vários agrupamentos. A ação deste projeto envolverá sobretudo cidadãos, do concelho de Guimarães, em situação de maior vulnerabilidade social, perspetivando-se a promoção da sua inclusão social,  resiliência e  bem-estar por intermédio da arte.

São objetivos deste projeto:

·         Resgatar tradições, valores, arte e cultura, num diálogo interativo entre comunidades;

·         Preservar o património, material e imaterial, dos vimaranenses;

·       Promover, através da arte e do seu potencial efeito transformador, o património pessoal, social, cultural e comunitário dos cidadãos de Guimarães;

·         Educar pela arte promovendo o bem-estar e a inclusão social.

A ação do projeto terá como destinatários, diretos e indiretos:

·  Destinatários diretos: cidadãos/ãs interessados/as das diferentes freguesias do concelho de Guimarães, independentemente da sua faixa etária, privilegiando-se, no entanto, a inclusão de cidadãos/ãs em situação de maior vulnerabilidade e/ou exclusão social.
·         Destinatários indiretos: Crianças e jovens integrantes dos Agrupamentos de Escolas do Concelho de Guimarães e população em geral.

Esta proposta pretende partir da constituição de pequenos grupos de cidadãos em diferentes freguesias do concelho de Guimarães, para que se reúnam e mobilizem no interesse comum de participar na dinamização de um conjunto de oficinas que contemplem diversas áreas ou dimensões artísticas e culturais, como sejam: 

1-      Oficina de “Histórias, lendas ou tradições”

A constituir a partir do levantamento, pelos cidadãos envolvidos, de narrativas, lendas, “lengas-lengas” ou antigas tradições, de valor cultural e patrimonial para a sua freguesia ou comunidade à qual pertencem para, a partir das mesmas, se construírem objetos artísticos, através dos quais possam divulgá-las ou dá-las a conhecer à restante comunidade, sobretudo a escolar. Entende-se que muitas lendas, fábulas, histórias ou tradições trazem consigo valores, mensagens ou lições de vida que poderão constituir-se poderosas armas de intervenção social e educativa. 

2-      Oficina de Teatro e outras artes

Uma outra possibilidade reporta-se à arte do teatro, em torno da qual se poderá constituir uma oficina que conjugue diversas formas de expressão artística como, por exemplo, os resultados do levantamento de histórias de antepassados, autos, lendas ou fábulas com a escrita criativa e outros elementos artísticos (e.g. música, dança, artesanato) de relevo para cada comunidade ou freguesia em que a oficina se desenvolva, no sentido de dar corpo e voz a esse património, disseminando-o.

3. Oficina de Registo e Multimédia

Elementos de multimédia poderão, igualmente, incorporar uma outra oficina, com o recurso, por exemplo, ao registo fotográfico ou à realização de curtas-metragens que deem vida a elementos de valor etnográfico ou patrimonial, como a história de monumentos, os roteiros culturais, as artes do artesanato e das antigas indústrias do concelho, eternizando memórias, tradições e valores.

A metodologia em que o presente projeto se baseia, valoriza a organização e estrutura das referidas oficinas artísticas como resultados de processos participativos, construindo-se a partir dos interesses e propostas dos cidadãos envolvidos, em interação com o conhecimento e orientações do(s) artista(s) convidado(s), na valorização ou evidência do valor patrimonial da sua comunidade ou freguesia.

É concebido, igualmente, como um projeto em itinerância e com um forte potencial replicador e disseminador junto da população em geral, dando oportunidade a que cada localidade ou freguesia trabalhe e promova os seus valores, tradições e património cultural e artístico, não só junto dos seus, como também junto de outras localidades e freguesias do concelho, bem como das comunidades escolares, através dos espetáculos e exposições que venham a ser realizados para apresentação dos objetos artísticos e performativos produzidos nas oficinas. A sua itinerância permitirá, ainda, que públicos mais excluídos, e residentes em freguesias limítrofes, tenham a oportunidade de aceder mais facilmente a um tipo de eventos ou experiências, aos quais, de outra forma, não teriam acesso, dados os constrangimentos de que se revestem os seus quotidianos e de, tendencialmente, estas experiências culturais e artísticas terem lugar em centros urbanos.

A comunidade escolar será, a todo o tempo, privilegiada, com o intuito de fazer jus às dimensões preventiva, de educação pela arte e transgeracional em que o projeto se alicerça. Intenta-se, com isto, que os mais novos: a) desenvolvam um património pessoal, social e comunitário assente numa cultura de valores e de tradições, num sentido de pertença a uma comunidade e de consciência comum; b) ao acederem a uma cultura de valores, de tradições e de significados, desenvolvam mecanismos protetores de resiliência individual; c) tenham acesso a novas experiências e oportunidades, que se traduzam como enriquecedoras em diversos domínios, podendo despertar interesses, competências ou aptidões com impactos decisivos no futuro.



Duração: a duração proposta para o projeto é de dois anos.

Orçamento: os custos do projeto, na sua globalidade, prendem-se com os honorários dos artistas convidados; coordenação das ações; apoio para transporte em deslocações necessárias; material para as atividades e despesas de funcionamento. Uma estimativa do cálculo dos custos, inerentes à implementação e dinamização da presente proposta, aponta para o seguinte:

 -Honorários para os animadores/músicos: 15 000 euros;   
- Honorários do coordenador/dinamizador: 19 200 euros;
- Despesas com deslocações: 10 000 euros;
- Material para as atividades: 3 000 euros;
- Despesas correntes e de funcionamento: 1 200 euros;

Total de custos do projeto: 48 400 euros.

De ressaltar que, os espaços para o funcionamento das oficinas, apresentação dos espetáculos e exposições, deverão ser disponibilizados por entidades da comunidade (Juntas de Freguesias; IPSS´s ou outras entidades, como escolas, centros de formação, espaços cedidos pela CMG, entre outros...).

Em suma, tal como o retratado, existe um caráter multi-cultural e artístico, itinerante e transgeracional, transversal a todo o projeto, permitindo um cruzamento de lugares, de culturas, de saberes, de gerações e de objetos artísticos de riqueza imensurável. Espera-se, com esta proposta, que a coletividade que define o concelho de Guimarães, seja capaz de se exprimir e se reconhecer na sua cidade, nas formas e práticas culturais que a fundam e definem enquanto cidade, na expressão dos seus artistas e dos seus cidadãos. Mais se alicerça numa preocupação social, intentando-se criar oportunidades que favoreçam a inclusão, sobretudo daqueles que se encontrem em situação de maior vulnerabilidade.





Cláudia Sofia Sampaio Miranda
15-05-2014

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