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Caldas das Taipas Com Memória

CALDAS DAS TAIPAS COM MEMÓRIA

Programa de Recolha Documental



Se História se faz vivendo, também vai desaparecendo com o tempo e o esquecimento. A História de uma comunidade faz-se com as pessoas que nela vivem; faz-se e mantém-se sendo transmitida entre gerações. Importa reter, durante a existência de testemunhos em vida, o máximo de informação, de forma a evitar que a história fique por contar. 

Cada pessoa tem uma história para contar. Com mais ou menos um conto, a História há de encontrar o seu caminho e a verdade ficará tanto mais próxima, quanto maiores e melhores forem os factos históricos que se conseguirem apurar. Importa, portanto, resgatar as memórias que ainda sobrevivem, para que nunca fiquem histórias por contar.


Caldas das Taipas

A vila de Caldas das Taipas, começou por se tornar conhecida, em finais do século XIX e primeira metade do século XX, como estância termal de excelência. Já antes no início da nossa era, os romanos terão utilizado as águas termais, que foram redescobertas apenas em 1753, por Frei Cristóvão dos Reis, um boticário do Convento do Carmo, em Braga.


Antes dessa descoberta, Caldas das Taipas era conhecida pelo seu mercado semanal, motivo que fazia juntar pessoas vindas de toda a região. A sua localização, na encruzilhada das vias que ligavam Braga, Guimarães, Póvoa de Lanhoso e Vila Nova de Famalicão, ajudou à importância desta feira e à afirmação da localidade.

Depois de terem sido descobertas as qualidades terapêuticas das águas, Caldas das Taipas destacou-se como estância balnear onde, para além das termas, tinha o seu parque natural, o Rio Ave e enfim, todo o ambiente bucólico como principais atributos. A atividade termal foi coadjuvada pelo aparecimento de vários hotéis, pensões e casas particulares, onde ficavam alojadas das muitas pessoas que por aqui passavam.

Talvez por ser uma localidade ativa, desde cedo começaram a surgir colectividades que promoviam o contacto entre os seus habitantes e os que vinham de fora. As várias colectividades existentes nas Caldas das Taipas, algumas delas centenárias, são, ainda hoje, verdadeiras forças vivas nesta vila de Guimarães.

Mais recentemente, Caldas das Taipas, tem-se destacado mundialmente como centralidade na produção e exportação de cutelaria, com a maior concentração de fábricas de cutelarias do país. Estas unidades têm tipo um importante papel socio-económico, empregando um elevado número de pessoas. Também aqui se fez a faz História.

Por estas razões, Caldas das Taipas foi, nos últimos dois séculos, uma localidade por onde passaram muitas pessoas, nomeadamente alguns escritores como Camilo Castelo Branco, Ferreira de Castro e ainda Mário Cláudio, ainda vivo. Tal circunstância fez com que muitos testemunhos escritos e fotográficos ficassem registados, muitas histórias e peripécias passadas que, com o passar do tempo se vão transformando em lendas. Caldas das Taipas tem história, uma rica história, que está, muita dela, ainda oculta, por descobrir, em gavetas, baús, em memórias.

Propósito – Uma Construção Colectiva

O propósito desta medida, visa a recolha e inventariação de motivos materiais e imateriais que, através de uma classificação e de um cruzamento de dados, sirva para reconstruir a História da vila de Caldas das Taipas - das pessoas que aqui vivem, mas também das que viveram e disponibilizar essa história para as que viverão. No essencial, trata-se de redesenhar uma identidade através de memórias, antes que estas se percam para sempre.


O projeto começa por um apelo à participação colectiva, no sentido de cederem motivos materiais e imateriais que, de alguma forma, testemunhem o passar do tempo. Entre os motivos materiais podem incluir-se:

. documentos diversos;
. recortes de jornais;
. fotografias e postais;
. outros artefactos.


Este objetos trazem normalmente informações identificativas importantes, que ajudem a datar ou fazer uma descrição do enquadramento a que esses objetos aludem (uma data, uma legenda, referências a pessoas ou locais).

Numa outra vertente, o projeto visa a recolha de um conjunto de motivos imateriais, através de testemunhos com habitantes locais. Normalmente, essas conversas são ricas em explicações acerca de costumes, lendas, alcunhas, informações sobre a história do urbanismo local ou sobre etnografia.

Funcionamento

Toda esta informação, depois de recolhida e tratada, serviria para disponibilizar os elementos (que serão, em muitos casos, provas documentais) da história recente de Caldas das Taipas, a partir do século XVIII ou XIX. A mostra da informação, seria feita através de uma plataforma online, que disponibilizaria todo o inventário que fosse sendo recolhido e que seria o resultado daquela participação colectiva.


Por sua vez, o inventário, complementado por imagens, teria informações acerca do proprietário (no caso de motivos materiais), de uma datação, de uma descrição ou um enquadramento do objecto. No que toca ao imaterial, a informação seria disponibilizada através de hipertexto ou então através de registo áudio.O espólio que se conseguisse reunir e identificar seria posteriormente mostrado, com o devido consentimento dos respectivos proprietários, em exposições temporárias ou, caso surjam condições para isso, num local permanente.
António Paulo Duarte Marques de Sousa
15-05-2014
Freguesia de Caldelas

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